terça-feira, 16 de setembro de 2014

Marina foge do debate e quer calar o Muda Mais


O Muda Mais acredita que o amplo debate de ideias, posicionamentos e propostas é crucial para a democracia. Acreditamos também que a internet é o meio mais democrático e criativo de fazer o debate politico eleitoral. É o canal de comunicação que quebrou o monólogo da grande mídia, permitindo a milhares de pessoas que expusessem suas vozes e opiniões, antes abafadas. E esse poder de comunicação digital deve ser usado com discernimento, respeito e compromisso com a verdade.

Por isso mesmo, o Muda Mais sempre teve o caráter de levar o debate para as redes, se baseando na honestidade dos fatos, em uma boa apuração e na checagem das informações que servem ao diálogo franco e aberto. Uma de nossas principais diretrizes é a disputa no campo político entre projetos de país, sem agressões pessoais ou infundadas a ninguém, ataques desrespeitosos ou mentiras. Nossa postura tem sido, inclusive, a de apontar boatos e artificialidades construidas - mesmo quando elas agem em benefício da nossa candidata.

Temos lado, e sempre deixamos isso claro: defendemos, baseados em informações verdadeiras, o projeto de país em que acreditamos, e apontamos as incongruências dos projetos de nossos adversários. Esse foi o tipo de debate que estabelecemos com Aécio, com Eduardo Campos e, agora, com Marina Silva.

Fomos pegos de surpresa com a postura de Marina Silva e sua tentativa de censura ao Muda Mais. Justamente da candidata que afirma ser representante da nova política, que fala em democratizar o debate público e que, assim como Dilma, tem na internet um importante espaço de participação. Foi, no entanto, justamente Marina Silva quem deu uma prova de que não quer o debate, ao entrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido para retirada do Muda Mais do ar.

Vamos proceder à defesa jurídica de todos os pontos que foram questionados, e não vamos deixar que posturas anti-democráticas nos calem. É importante que todos saibam, inclusive nossos adversários: não se cala a internet - a produção, o acesso a informações na web e seu caráter democrático . O Muda Mais carrega em si o espírito da rede. Não se cala a verdade, ela vai continuar circulando pela Internet, entre os militantes e entre aqueles que reconhecem a revolução social que o Brasil trilhou nos últimos 12 anos, sob os governos de Lula e Dilma.

Vamos continuar fazendo o contraponto na política. Marina precisa entender que na democracia ninguém fala sozinho. Tentar calar o Muda Mais é tentar calar o debate político.

Ato falho do Estadão?

Nem na matemática marinesa é possível confundir 6 com 11. Será que Dilma tem 41 ou Marina tem 25? Alguém poderia sugerir que 11 é a diferença de Marina para Aécio, mas isso seria mais estranho ainda: começa a frase falando de Dilma e termina falando de Marina vs. Aécio.

Ibope faz pesquisa com números imaginários e diz que Aécio subiu i%

Dilma cai, Marina mantém índice e Aécio sobe no Ibope; empate no 2º turno persiste

Daniel Bramati - O Estado de S. Paulo

Presidente chegou a 36% das intenções de voto e continua 11 pontos a frente de Marina; tucano tem 19%

O tucano Aécio Neves subiu quatro pontos porcentuais na mais recente pesquisa Ibope, de 15% para 19%, enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) caiu de 39% para 36%. Marina Silva (PSB) oscilou de 31% para 30% e viu sua vantagem em relação ao terceiro colocado diminuir de 16 para 11 pontos. Na projeção de segundo turno, persiste o empate técnico entre Marina (43%) e Dilma (40%). Na pesquisa anterior, feita uma semana antes, o placar era de 42% a 41%, respectivamente.

Aécio melhorou suas taxas de intenção de voto em todas as regiões, com exceção do Nordeste. No Sul, ele chegou a 23% e ficou em situação de empate técnico com Marina, que tem 26%.

Dilma só lidera de forma isolada no Nordeste (48%) e no Sul (34%). Nas demais regiões, aparece empatada tecnicamente com Marina. No Sudeste, onde se concentram cerca de 44% dos eleitores, a candidata do PSB tem 31% e a do PT, 30%.

O desempenho da atual presidente piora à medida que cresce a população dos municípios onde a pesquisa foi feita. Nas cidades com até 50 mil habitantes, Dilma tem 42% das intenções de voto. Nas com mais de 500 mil moradores, a taxa cai para 32%.

Dilma colhe resultados melhores no eleitorado mais pobre. No segmento com renda de até um salário mínimo, a petista fica com 46% das preferências, mais do que os adversários somados.

A presidente lidera em rejeição: 32% afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. Nesse quesito, Aécio tem 19% e Marina, 14%.

Não houve variação nos índices de avaliação do governo federal. Para 37%, a gestão é boa ou ótima e para 28%, ruim ou péssima. Outros 33% veem a administração de Dilma como regular.

O Ibope ouviu 3.010 pessoas entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00657/2014.

Pimentel vence Turista da Veiga no primeiro turno

Em Minas Gerais, Pimentel tem 43% e Pimenta, 23%, aponta Ibope
Instituto entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 13 e 15 de setembro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
G1

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (16) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para o governo de Minas Gerais:


  • Fernando Pimentel (PT) – 43% das intenções de voto
  • Pimenta da Veiga (PSDB) – 23%
  • Tarcísio Delgado (PSB) – 3%
  • Fidélis (PSOL) – 2%
  • Eduardo Ferreira (PSDC) – 1%
  • Professor Túlio Lopes (PCB) – 1%
  • Cleide Donária (PCO) – 0%
  • Brancos e nulos: 10%
  • Não sabe: 17%

Com o resultado, Pimentel venceria no primeiro turno se as eleições fossem hoje, já que o percentual de votos que ele alcançou é maior que a soma dos demais concorrentes. O candidato do PT subiu seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado pelo instituto entre 23 e 25 de agosto. O concorrente do PSDB se manteve com 23% das intenções de voto.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.

Marina vai destruir CLT

Marina mexe em mais um vespeiro popular: a CLT
Citando "o professor Gianetti", chefe de sua equipe econômica, candidata do PSB promete "atualizar" a Consolidação das Leis Trabalhistas; Marina Silva não explicou, porém, qual será o sentido a mudança; "Ainda não temos essa resposta", disse ela em encontro com empreendedores, em São Paulo; pelo manual ortodoxo de Eduardo Gianetti, garantias trabalhistas são um peso para o desenvolvimento; entre janeiro e agosto, País criou 701 mil empregos com base na CLT; depois de atacar pré-sal, Marina põe as mãos sobre novo vespeiro de alta sensibilidade; plataforma é popular?

247 – A candidata Marina Silva, do PSB, enfiou as mãos em mais um vespeiro popular. Depois de questionar a prioridade dada pelo governo à exploração do pré-sal e reafirmar, por meio do coordenador Walter Feldman, que pretende mudar o modelo de partilha do petróleo brasileiro em benefício das empresas estrangeiras, agora ela escolheu um novo alvo: a CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas.

"Vamos fazer uma atualização das leis trabalhistas", disse Marina, ontem, em São Paulo, em reunião com micro e pequenos empresários. Ela não deixou claro, porém, qual será o sentido da mudança em caso de se eleger presidente. "Ainda não temos essa resposta, esse assunto é muito complexo", completou ela.

Marina fez sua promessa de atualizar a CLT num contexto de reclamações dos pequenos empreendedores sobre dificuldades para a contratação de mão de obra. A candidata se comprometeu, então, a trabalhar pela alteração das atuais normas trabalhistas. Este ano, entre janeiro e agosto, o País registrou a criação de 701 mil vagas com carteira de trabalho assinada, dentro da legislação atual.

Marina agregou que as mudanças que pretende fazer na CLT serão "sem prejuízo" a empregadores e empregados. Ela ressalvou que não quer que sua iniciativa seja chamada de "flexibilização" da CLT, apesar de ter sido essa a impressão que ficou de sua nova promessa eleitoral.

- Quero reafirmar, para que não fique nenhuma dúvida, de que isso será feito sem prejuízo às conquistas que os trabalhadores a duras penas alcançaram, afirmou a candidata a jornalistas.

Ao ser questionada sobre o que pretende fazer em relação à terceirização da mão de obra, ela procurou ajustar novamente seu discurso.

- Não queremos a precarização das ocupações que existem. Foi feito um processo no governo do PSDB que tem muitos problemas e esses problemas precisam ser reparados, acentuou Marina.  

Após prometer a "atualização" da CLT, citando "o professor Gianetti" como inspiração, a candidata reconheceu que ainda não faz ideia do que pretende fazer sobre o assunto em caso de chegar ao governo.

- É um debate difícil e ainda não temos uma finalização sobre o assunto, assinalou.

Pela cartilha do economista Eduardo Gianetti da Fonseca, que vai assumindo o posto de chefe da equipe econômica de Marina, sabe-se que garantias trabalhistas são vistas como entraves para o desenvolvimento do País. Os empreendedores que ouviram Marina ficaram com a impressão de que, para um lado ou para o outro, a CLT não será a mesma caso a candidata do PSB vença a corrida eleitoral.

Brasil reduz a pobreza extrema em 75% entre 2001 e 2012, diz FAO

Lisandra Paraguassu - O Estado de S. Paulo  

País foi um dos que obteve maior progresso no combate à fome

O Mapa da Fome 2013, apresentado nesta manhã em Roma pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), mostra que o Brasil conseguiu reduzir a pobreza extrema - classificada com o número de pessoas que vivem com menos de US$ 1 ao dia - em 75% entre 2001 e 2012. No mesmo período, a pobreza foi reduzida em 65%. 

O relatório da FAO mostra que o Brasil segue sendo um dos países com maior progresso no combate à fome e cita a criação do programa Fome Zero, em 2003, como uma das razões para o progresso do País nessa área. Não por acaso, criado pelo então ministro do governo Lula, José Graziano, hoje diretor-geral da FAO.

De acordo com o documento, a prioridade dada pelo governo Lula ao combate à fome - citando a fala do ex-presidente de que esperava fazer com que todos os brasileiros fizessem três refeições por dia - no Fome Zero é a responsável pelos avanços.

Inicialmente concebido dentro do Ministério de Segurança Alimentar, o programa era um conjunto de ações nessa área que tinha como estrela um cartão alimentação, que permitia aos usuários apenas a compra de comida. Logo substituído pelo Bolsa Família, o Fome Zero foi transformado em um slogan de marketing englobando todas as ações do governo nessa área.

"O resultado desses esforços são demonstrados pelo sucesso do Brasil em alcançar as metas estabelecidas internacionalmente", diz o relatório, ressaltando que o Brasil investiu aproximadamente US$ 35 bilhões em ações de redução da pobreza em 2013.

A América Latina é a região onde houve maior avanço na redução da pobreza e da fome entre 1990 e 1992, especialmente na América do Sul, com os países do Caribe ainda um pouco mais lentos. O relatório mostra que o número de pessoas subnutridas na região passou de 14,4% da população para cerca de 5%. Além do Brasil, a Bolívia é citada como exemplo. Apesar de ainda ter quase 20% da população abaixo da linha da pobreza, saiu de um porcentual próximo a 40%.

No mundo todo, 805 milhões de pessoas ainda passam fome. São 100 milhões a menos do que há uma década, e 200 milhões a menos do que há 20 anos, mas ainda muito abaixo da velocidade que permitiria ao mundo cumprir a primeira meta dos objetivos do milênio, de reduzir a pobreza extrema à metade até 2015. Atualmente, apenas 63 países cumpriram a meta. Outros 15 estão no caminho e devem alcançá-la.

O relatório completo está disponível no site da FAO.

Adestramento


PSB e Marina sabiam de ilegalidade do uso de jatinho

PSB soube da transação irregular de avião 2 dias após morte de Campos

Jornal GGN - Reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta terça-feira (16) aponta que o PSB de Marina Silva soube da transação irregular do avião que levava Eduardo Campos e mais seis pessoas apenas dois dias após o acidente fatal no litoral paulista, em 13 de agosto. O partido havia informado à imprensa, em comunicado oficial, que ficou “alheio” à negociação de compra do equipamento, que atravessa um imbróglio que pode prejudicar a prestação de contas do PSB ao Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com o periódico, dois dias depois da queda do jato Cessna, dirigentes pessebistas foram chamados a uma reunião num hotel de São Paulo com Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Apolo Santana Vieira e Luiz Piauhylino. Na ocasião, os empresários explicaram que a legenda teria problemas para declarar as despesas com a aeronave ao TSE. O motivo explicado era a “transação irregular”, segundo afirmou ao jornal um dos participantes da reunião.

Os empresários teriam detalhado a dirigentes do PSB que estavam pagando parcelas do jato comprado da AF Andrade, “mas que a transferência da propriedade não estava concretizada porque a Cessna Finance não tinha aprovado as garantias oferecidas por Lyra e Apolo. Com isso, afirmaram, não seria uma tarefa fácil resolver as pendências relacionadas à regularização da aeronave, e o partido deveria se preparar para enfrentar questionamentos sobre a legalidade do uso do avião e da operação de compra”, informa O Globo.

Duas semanas após o encontro, o PSB sustentou que não tinha conhecimento dos detalhes da compra. O candidato a vice-presidente ao lado de Marina Silva, Beto Albuquerque, chegou a dizer que a sigla não deve satisfações sobre a transação irregular. Segundo ele, quando você pega carona em um táxi, você não pergunta ao motorista se os documentos estão todos em dia.

Ainda de acordo com a reportagem, Eduardo Campos passou a ser cobrado pelo contrato de aluguel ou empréstimo da aeronave quando o uso dela foi intensificado, já durante a campanha oficial. Há relatos de uso do jato em maio, na pré-campanha. “Está tudo bem”, “está tudo sob controle”, “fiquem tranquilos”, respondia sempre que abordado sobre o tema, segundo relato de dirigentes do partido ao O Globo.

Após mais de um mês da tragédia que matou o presidenciável, o PSB ainda não conseguiu resolver a questão. A aeronave não foi declarada na segunda prestação parcial de contas de Eduardo Campos enviada à Justiça Eleitoral no dia 3, nem na do comitê financeiro da campanha presidencial. Marina disse que se tratava de “um empréstimo que seria ressarcido pelo comitê financeiro”. Não ocorreu até agora.

Homofobia não existe


Marina bebeu chá de bagulho estragado


PSB assume: quer abrir o pré-sal a estrangeiros

Com todas as letras, coordenador de campanha Walter Feldman disse a empresários em São Paulo que modelo de partilha será mudado em caso de vitória de Marina Silva (PSB); pelo atual regime, aprovado durante o governo Lula, o País fica com a maior parte dos lucros obtidos e a Petrobras é parte obrigatória na exploração de todos os campos; Feldman chamou política de "doutrinária" e errada e disse que executivos do setor se queixaram do modelo; pelo regime de concessão, em vigor do governo FHC e mais apropriado para áreas onde há menor quantidade de petróleo, predominam os interesses das multinacionais; proposta de acabar com o modelo de partilha também é defendida pelo tucano Aécio Neves.
247 – O PSB da candidata Marina Silva assumiu: tem a intenção de priorizar o interesse das multinacionais na exploração do pré-sal. É o que prevê, pelo menos, a revisão do regime de partilha, aprovado durante o governo Lula. Nesta segunda-feira 15, durante encontro com empresários em São Paulo, o coordenador da campanha da presidenciável, Walter Feldman, chamou a política atual de "doutrinária" e errada.

No atual modelo, vigente para a exploração de áreas cuja expectativa é de grandes quantidades de petróleo, o Estado fica com a maior parte dos lucros obtidos e a participação da Petrobras é obrigatória na exploração de todos os campos. Feldman argumenta que a situação financeira da estatal não permite que isso seja praticado. "A própria Petrobras se diz com dificuldades de responder a essa demanda", disse ele.

No modelo de concessão, vigente durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e apropriado para áreas de maior risco exploratório e com expectativa menor em relação a quantidades, predominam os interesses das grandes multinacionais, como Shell, BP (British Petroleum) e Chevron, que passariam a explorar e obter a maior parte dos lucros da riqueza extraída de mares brasileiros.

Segundo Walter Feldman, executivos do setor criticaram a emissários da candidata, durante encontro na semana passada, a política de conteúdo local – que prevê que 60% dos componentes sejam feitos no Brasil. Rever o regime de partilha na exploração de petróleo também é uma proposta do candidato do PSDB, Aécio Neves, duramente criticada pelo ex-presidente da ANP Haroldo Lima, em entrevista ao 247 concedida em abril desse ano (leia aqui).

Em campanha por Marina na imprensa internacional, Neca Setubal expressa visão preconceituosa sobre Lula

12 milhões por ano sem trabalhar
A banqueira, a professora e o sindicalista 


Olha só o que disse Neca Setubal em entrevista à agência Bloomberg.

— Como Lula, Marina é uma pessoa do povo mas seguiu por outro caminho. Escolheu a educação, sempre valorizou a educação, conseguiu formar-se professora, enquanto Lula escolheu ser um sindicalista. (*)

Pois é, meus amigos. Enquanto Lula “escolheu” ser sindicalista, Marina “sempre valorizou a educação.”

Não vamos fazer o culto a personalidade de ninguém mas vamos aos fatos. Apoiado numa imensa mobilização popular, Lula construiu o PT, onde Marina ingressou cinco anos depois. Também construiu a CUT, da qual ela foi vice presidente no Acre — mais tarde. Em 1994, Marina se elegeu senadora, na chapa do PT, negociada por Lula.

Curou-se do envenenamento por mercúrio no hospital público de Santos, cidade governada pela prefeita Telma de Souza, do partido de Lula. Davi Capistrano Filho, o secretário de Saúde que garantiu o tratamento de Marina, embora o regimento vetasse atendimento a não-residentes na cidade, explicou sua atitude com uma frase que os amigos nunca esqueceram, pois remete a sua formação política e ao PT daquela época: “prefiro defender uma vida humana a respeitar a legalidade burguesa.”

Em 2003, Marina tornou-se ministra, a convite de Lula. Foi reconduzida ao cargo em 2007.

Como disse Neca, Lula “escolheu ser sindicalista.” Seria possível dizer que preferiu ficar junto do povo. Mas ela poderia achar que essa frase é meio forte, retórica demais.

Ninguém é obrigado a gostar de Lula nem de “sindicalistas.”

Mas talvez fosse possível dizer que foi no mundo daquelas greves que comoveram o país e tudo aquilo que veio depois que Lula encontrou a História. É isso que sabem os homens e mulheres que tentaram entender a experiência infinita desse mundo.

Será o preconceito que impede de ver isso?
Será egoísmo?
Vaidade?
É tão difícil assim enxergar a vida real do alto de tantos milhões em dividendos por ano?

Neca contou à Bloomberg que ela e Marina gostam de discutir ideias de autores e autoras que a maioria dos brasileiros nunca leu. Uma delas é Hanna Arendt, aquela que nos ensinou que a dissolução das classes sociais e dos instrumentos de classe — como partidos, sindicatos — cumpriu um papel essencial na formação de regimes totalitários.

Elas também conversam sobre “democracia direta, pluralismo, democracia direta nos escritos do sociólogo polonês Zigmunt Bauman.”

Formulador do conceito de “vida líquida”, Bauman é o pensador crítico dos laços frágeis da vida social de nosso tempo, das fidelidades que não duram, das verdades que não têm consistência.
Pensando no Brasil, poderia estar falando de quem?

(*) No original: “Like Lula, Marina is a person of the people, but she went on a different path,” said Setubal, whose family nickname “Neca” stems from the Portuguese word for doll. “She chose education, always valued education, obtained a master’s degree, while Lula chose to be an unionist.”

Paulo Moreira Leite é diretor do 247 em Brasília. É também autor do livro "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA, IstoÉ e Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa".

Campanha difícil


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Vox Populi mostra Dilma nove pontos na frente no primeiro turno e empate no segundo

Do R7

A primeira pesquisa Vox Populi, encomendada pela TV Record e e pela Record News, divulgada nesta segunda-feira (15), indica um empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e Marina Silva (PSB) em um provável segundo turno nas eleições para a Presidência da República.

No confronto direto, a ex-senadora tem 42% das intenções de voto contra 41% da presidente. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma e Marina estão empatadas.

No primeiro turno, Dilma tem vantagem sobre todos os outros concorrentes. A presidente aparece com 36%, enquanto Marina Silva (PSB) tem 27% e o senador Aécio Neves (PSDB), 15%.

Os votos brancos e nulos totalizam 8%, e os indecisos (não sabem ou não responderam) são 12%. Os candidatos Everaldo Pereira (PSC), Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) teriam 1% dos votos cada um, caso a eleição fosse hoje. Por outro lado, José Maria (PSTU), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Eymael (PSDC) atingiram menos de 1%.

Outros cenários de 2º turno

Além do cenário com Dilma e Marina, o Datafolha também simulou disputa entre Dilma e Aécio Neves. A presidente ganharia com 47% dos votos se a segunda etapa fosse hoje, contra 36% do senador tucano.

Marina Silva não sabe diferença entre Programa de Governo e roupa

Depois do amontoado de remendos apresentado como "programa" até agora, Marina prepara outro programa para o segundo turno. Se vencesse governaria com outro, claro.

Três pesquisas serão divulgadas essa semana

Instituto Vox Populi divulga levantamento sobre a disputa presidencial hoje à noite, no Jornal da Record; Ibope deve ser divulgada nesta terça-feira 16 e Datafolha a partir de quinta-feira; as duas últimas pelo Jornal Nacional, da TV Globo.


Novas pesquisas eleitorais serão divulgadas e agitam o mercado nesta semana, segundo apontam os registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A pesquisa Vox Populi será divulgada hoje à noite no Jornal da Record; já o Ibope terá sua pesquisa divulgada na próxima terça-feira (16) e o Datafolha terá seu levantamento revelado na próxima quinta-feira. Tanto o Ibope quanto o Datafolha serão revelados no Jornal Nacional, na Rede Globo.


O Vox Populi realizou entrevista com 2 mil eleitores entre os dias 13 e 14 de setembro a ser divulgado pela TV Record. Além de perguntas estimuladas sobre as intenções de voto para presidente, também foram feitos questionamentos sobre a avaliação de governo da atual presidente, Dilma Rousseff. A pesquisa foi registrada com o número de protocolo BR-00632/2014.

Enquanto isso, o Ibope teve levatamento contratado pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo. A pesquisa foi feita com 3.010 eleitores entre os dias 11 e 16 de setembro e tem o número de protocolo BR-00657/2014. Confira o questionário clicando aqui.

Por fim, o Datafolha irá a campo para entrevistar 5.362 eleitores entre os dias 17 e 18 de setembro, de acordo com registro do TSE, com o número de protocolo BR-00665/2014. A pesquisa foi contratada pela Folha de S. Paulo e pela Globo. Confira o questionário clicando aqui.


Desculpa, São Paulo


Na última coluna, falei mal do Rio e bem de São Paulo. Ofendi profundamente muitos paulistanos. Recebi uma enxurrada de e-mails: "Você fala assim porque não mora aqui. É fácil falar bem, quero ver se mudar pra cá." Não se elogia São Paulo impunemente. Elogiar a cidade é trair o espírito paulistano. Parece que existe um acordo telepático: "Pessoal, vamos combinar que a gente odeia isso aqui? Ótimo".

Desculpa, São Paulo. Quando te elogiei, não quis te ofender. A intenção era falar mal, não sei o que deu em mim, acabei falando bem. Sim, sei que você tem problemas. Mas acho que estou meio gostando de você. Desculpa. Calma. Não bate em mim.

Em minha defesa: sou carioca. O ufanismo é uma tradição local, assim como o biscoito Globo, o mate de galão e aquele atraso de meia horinha. A cidade que inventou o aplauso ao pôr do sol popularizou o autoaplauso —também conhecido como beijinho no ombro. O cancioneiro popular carioca é uma sucessão de autorreverências: sou foda, o Rio de Janeiro continua lindo, meu Exército é pesado a gente tem poder, cidade maravilhosa, na cama te esculacho, coração do meu Brasil. Os hinos paulistanos são muito mais modestos: a deselegância discreta de suas meninas, São, São Paulo, quanta dor, não existe amor em SP, o largo dos Aflitos não era largo o bastante pra caber minha aflição.

São Paulo inventou o um-beijinho-só, essa coisa de gênio. O beijinho do cumprimento é uma formalidade que não envolve nem prazer nem afeto real. Outro acordo telepático: "Vamos combinar que é um beijinho só? Ótimo".

São Paulo tem medidor de poluição nos relógios. Não vejo nenhuma justificativa pra isso a não ser o prazer no autoflagelo. O que vai mudar pra sua vida agora que você sabe que o ar está péssimo? Nada. Você não vai comprar uma máscara de oxigênio. Não vai plantar uma árvore. Mas agora você pode reclamar que o ar está péssimo. Ótimo.

O excesso de amor-próprio do carioca gerou uma cidade insuportável —cega para os seus problemas. O hábito da autopichação acabou deixando o paulistano com sérios problemas de autoestima —deixa um carioca deslumbrado te amar, São Paulo.

Prof. Mário Sérgio Cortella apoia Padilha para governador

Educadora de Marina Silva recebeu R$ 56.500.000,00 desde 2010 do Itaú

247 – Instalado no centro da eleição presidencial em razão de ter na herdeira Neca Setubal a principal auxiliar da candidata Marina Silva, o banco Itaú pagou R$ 56,5 milhões em dividendos acionários a Neca, desde 2010. A informação é da consultoria Economatica, consultoria especializada na análise de balanços e desempenho das companhias de capital aberto listadas na Bolsa de Valores de São Paulo.

O cálculo foi feito a partir de afirmação de Neca ao jornal Folha de S. Paulo, ao qual declarou ter apenas 0,5% das ações do banco fundado por seu pai, Olavo Setubal, e presidido por seu irmão, Roberto Setubal. Se como porcentual, o pedaço é pequeno, na prática vale muito. Em 2010, o pagamento de dividendos para quem tem 0,5% do Itaú foi de cerca de R$ 9 milhões. Em 2011, 11 milhões. Nos cálculos da Economatica, o resultado foi melhor em 2013, com R$ 12 milhões para o meio por cento da instituição e, neste 2014, essa marca já ficou para trás: de janeiro a setembro, 0,5% do Itaú já renderam R$ 12,5 milhões.

Coitadinha...


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